Festa do
Pensamento.
As cidades e as trocas.
Durante dois dias, em Lisboa e Tondela, filósofos, artistas, arquitectos e urbanistas reúnem-se para pensar a cidade a partir de As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino. O programa cruza mesas-redondas e performances artísticas, propondo uma reflexão multidisciplinar sobre o espaço urbano, a imaginação, a memória e as formas de habitar a cidade. Entrada livre, sujeita a lotação.

A partir de
"As cidades são um conjunto de muitas coisas: de memórias, de desejos, de signos de uma linguagem."
— Italo Calvino
Datas
13 e 14 de junho 2026
Lisboa
Espaço Cultural Verride
Rua de Santa Catarina, 1
Tondela
Museu Municipal Terras de Besteiros
Solar de Santa Ana
Entrada
Livre
Sujeita a lotação

Entre Lisboa e Tondela — as duas cidades da FesThink 2026
O que é a FesThink
Um festival bienal de pensamento, arte e cidade
Em 2026, a Festa do Pensamento – Festhink regressa para consolidar a sua vocação: disseminar o pensamento crítico como forma de ação política, experiência cultural e relação ética com o outro. Como evento satélite do Festival do New European Bauhaus, uma iniciativa da União Europeia, a edição deste ano propõe uma travessia pelas Cidades Invisíveis de Italo Calvino.
A exemplo das edições anteriores, convoca agentes que transitam pelos campos da Filosofia, Cultura, Arquitetura/Urbanismo e Meio Ambiente para debater as questões centrais da atualidade. O evento realiza-se nos dias 13 de junho, em Lisboa, e 14 de junho, em Tondela.
2
dias
20+
vozes convidadas
2
cidades · Lisboa & Tondela
Quem dá voz à edição 2026
As pessoas que pensam connosco
Filósofos, arquitetos, artistas, jornalistas e investigadores de vários países.
O tema desta edição
As cidades invisíveis · Italo Calvino
Cinco cidades fictícias para pensar a nossa
A FesThink 2026 deambula pelas Cidades Invisíveis de Calvino e encontra no capítulo “As cidades e as trocas” o fio condutor para a sua programação. Ao visitarmos Eufémia, Cloé, Eutrópia, Ercília e Esmeraldina, a Festa do Pensamento propõe enfrentar as dualidades típicas dos tecidos urbanos: construção e desconstrução, caminhos e descaminhos, ilusão e desilusão, decadência e a esperança de um futuro promissor comum.

—
O que vai acontecer
13 e 14 junho · Lisboa & Tondela
Programa completo
Sábado, 13 de junho, em Lisboa.
Domingo, 14 de junho, em Tondela.

Lisboa.
Espaço Cultural Verride, Rua de Santa Catarina 1, Lisboa · Curadoria de Mirna Queiroz
- 10:00 — 11:00
Abertura
Para que serve uma fundação?
O papel das fundações na promoção dos princípios do New European Bauhaus
- 11:15 — 12:15
Eufémia
Mesa-redonda
Cidade-praça: espaço de confluência, de trocas culturais, de integração social e de construção de memória coletiva
- 12:30 — 13:30
Cloé
Mesa-redonda
A cidade e os afetos (ânimos?): contrariando a violência, a velocidade e a fugacidade, a criação do sentimento de pertença, de acolhimento de identidades, sonhos e desejos
- 15:00 — 16:00
Eutrópia
Mesa-redonda
Uma cidade para o futuro, com justiça social, política e ambiental e a consolidação da democracia. A cidade pela perspectiva das mulheres: filhas, irmãs, mães, cuidadoras
- 16:30 — 17:30
Esmeraldina
Interview
EN· sessão em inglêsFluid city. The session will explore what the city can offer its inhabitants in terms of mental space, fostering reflection and freedom of thought. A city open to transformation and integration that enrich the urban fabric
- 18:00 — 19:00
Ercília
Mesa-redonda
Cidade-mãe: uma estrutura sólida e permanente que sustenta as relações estabelecidas entre os habitantes, com suas histórias e vivências. Uma reflexão sobre as políticas de habitação
- 19:30
Encerramento
Plastic Bitch
Entre o sarcasmo e a provocação, Plastic Bitch faz um comentário visual sobre a sociedade do excesso. Neste manifesto, Cláudia Clemente — escritora e realizadora de cinema — usa o próprio corpo para encenar personagens que expõem as contradições de um mundo dominado pelo consumo, pelo plástico e por identidades cada vez mais artificiais. Inspirando-se na tradição de artistas como Nan Goldin, Cindy Sherman e Jo Spence, Cláudia Clemente recorre à autorrepresentação como instrumento crítico. O corpo torna-se palco, máscara e matéria de transformação, dando origem a imagens que desafiam o olhar e recusam a neutralidade. Mais do que um exercício de autorrepresentação, Plastic Bitch propõe uma reflexão incisiva sobre o presente. Consumismo desenfreado, poluição extrema, esgotamento de recursos naturais e produção massiva de lixo são o pano de fundo de uma série que funciona como um espelho desconfortável da sociedade contemporânea. Nesse reflexo, o espectador, é confrontado com uma pergunta implícita: até que ponto também nos tornámos produtos de uma cultura descartável?
Exposição
No mesmo espaço dos debates, o público terá acesso à exposição de obras de Bruno Pacheco, Gonçalo Mabunda, Patrícia Almeida, Felipe Barbosa, Nuno Cera, Rosa Carvalho, Manuel Botelho e Rosana Ricalde, da coleção da Fundação PLMJ, com curadoria de João Silvério.

Tondela.
Museu Municipal Terras de Besteiros, Tondela · Curadoria de Celeste Afonso
Em 2026, a Festa do Pensamento conta com um núcleo de programação em Tondela, num momento em que o território Tondela–Caramulo aprofunda a sua reflexão estratégica sobre arquitetura, paisagem e modelos sustentáveis de desenvolvimento territorial.
- 16:00
Tondela
Para que serve uma fundação?
O papel das fundações na promoção dos princípios do New European Bauhaus
- 16:45
Eutrópia
Exibição de Documentário
"A Paisagem Dérmica da Vida Pública: Sete Caminhantes Cegos na Cidade Invisível para Aquele que Vê"
- 17:00
Cloé
Mesa-redonda
A partir da exibição do documentário "A Paisagem Dérmica da Vida Pública", esta conversa propõe uma reflexão sobre as formas invisíveis que estruturam a experiência urbana contemporânea: os vínculos, os afetos, os sons, as texturas, a memória e os modos sensíveis de orientação no espaço público
- 21:30
Encerramento
Desenhos Efémeros
Em Desenhos Efémeros, António Jorge Gonçalves cria, diante do público, uma cartografia visual inspirada no universo de Italo Calvino. Por meio do desenho digital em tempo real, linhas, formas e paisagens urbanas surgem e desaparecem continuamente, acompanhando a natureza instável e transitória das cidades invisíveis. Entre o gesto gráfico e a composição sonora, a performance constrói um espaço imersivo em que imagem, ritmo e pensamento se entrelaçam. Cada traço torna-se simultaneamente construção e desaparecimento, como se a cidade existisse apenas enquanto relação momentânea entre corpos, sons e imaginação
Antes de vir
Perguntas frequentes
O essencial para participar
Não. A FesThink é um evento de entrada livre, aberto a todos, mas sujeito a lotação. Basta aparecer.